Essa comédia romântica, americana, de 93 minutos, nos mostra que atitudes antiéticas, gananciosas e oportunistas como as de Ryan podem ter consequencias nada agradáveis, como a ruína de uma carreira profissional, ou mesmo de uma empresa conceituada. Além disso, apresenta como não se deve agir quando se trabalha com o público. A postura de Cindy, por exemplo, estava comprometendo o seu trabalho, além de pouco contribuir para as situações e problemas dos poucos leitores que a escreviam, e muito menos, para melhorar a situação da empresa na qual trabalhava. Mas a mudança de caráter de Ryan é o acontecimento que mais merece destaque. Como uma pessoa pode mudar tão radicalmente de postura, tornando-se mais sensível, mais humana? Com certeza, o personagem Ryan acabou refletindo sobre os problemas que os leitores da coluna da Cindy relatavam em suas cartas e, sobre qual seria a melhor resposta/conselho para esses leitores. Quando mais ele atendia às expectativas de seu público, mais as pessoas escreviam para ele, se interessavam pelo trabalho que ele conseguiu desenvolver, apesar de estar usando a identidade de outra pessoa. O alto índice de audiência e participação na coluna aumentava cada vez mais seu sucesso. Mas o segredo de tanto sucesso remete à troca de papéis, de lugares, entre Ryan e seus leitores, assim como acontece com programas e formatos midiáticos que fazem tanto sucesso: o público se coloca no lugar dos personagens, e os personagens no lugar de público. Ao refletir sobre os problemas relatados por seus leitores, Ryan está se colocando no lugar do outro, está vivendo aquelas situações relatadas, ainda que de forma imaginária/inconsciente. Nesse sentido, podemos dizer que o leitor, tem um papel preponderante no trabalho de um jornalista, na medida em que este se dispõe a ouvir/ler o que o primeiro tem a dizer, com detalhes, com emoção e atenção. Assim, utilizando de sensibilidade e percepção humana, o jornalista sempre atenderá, com eficiência, o que o leitor espera dele. Embora o filme termine com o famoso “happy end”, comum em filmes desse gênero, podemos considerar válido assisti-lo. Ele nos faz pensar sobre a necessidade de valorização do ser humano, da importância de uma postura ética e sensível para com aqueles a quem dirigimos a palavra.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Trocando de lugares
Essa comédia romântica, americana, de 93 minutos, nos mostra que atitudes antiéticas, gananciosas e oportunistas como as de Ryan podem ter consequencias nada agradáveis, como a ruína de uma carreira profissional, ou mesmo de uma empresa conceituada. Além disso, apresenta como não se deve agir quando se trabalha com o público. A postura de Cindy, por exemplo, estava comprometendo o seu trabalho, além de pouco contribuir para as situações e problemas dos poucos leitores que a escreviam, e muito menos, para melhorar a situação da empresa na qual trabalhava. Mas a mudança de caráter de Ryan é o acontecimento que mais merece destaque. Como uma pessoa pode mudar tão radicalmente de postura, tornando-se mais sensível, mais humana? Com certeza, o personagem Ryan acabou refletindo sobre os problemas que os leitores da coluna da Cindy relatavam em suas cartas e, sobre qual seria a melhor resposta/conselho para esses leitores. Quando mais ele atendia às expectativas de seu público, mais as pessoas escreviam para ele, se interessavam pelo trabalho que ele conseguiu desenvolver, apesar de estar usando a identidade de outra pessoa. O alto índice de audiência e participação na coluna aumentava cada vez mais seu sucesso. Mas o segredo de tanto sucesso remete à troca de papéis, de lugares, entre Ryan e seus leitores, assim como acontece com programas e formatos midiáticos que fazem tanto sucesso: o público se coloca no lugar dos personagens, e os personagens no lugar de público. Ao refletir sobre os problemas relatados por seus leitores, Ryan está se colocando no lugar do outro, está vivendo aquelas situações relatadas, ainda que de forma imaginária/inconsciente. Nesse sentido, podemos dizer que o leitor, tem um papel preponderante no trabalho de um jornalista, na medida em que este se dispõe a ouvir/ler o que o primeiro tem a dizer, com detalhes, com emoção e atenção. Assim, utilizando de sensibilidade e percepção humana, o jornalista sempre atenderá, com eficiência, o que o leitor espera dele. Embora o filme termine com o famoso “happy end”, comum em filmes desse gênero, podemos considerar válido assisti-lo. Ele nos faz pensar sobre a necessidade de valorização do ser humano, da importância de uma postura ética e sensível para com aqueles a quem dirigimos a palavra.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Análise do comentário de Arnaldo Jabor
Por Gisele Noll
Comentário Arnaldo Jabor de 24 de Dezembro de 2004, Jornal Nacional
Papai Noel deixou aqui uns presentes para destaques do ano que passou
Temos aqui: detector de mentiras para políticos corruptos. Temos um manual de reforma do Judiciário, que não sai nunca. Temos uma ideologia para o PMDB, que não é nenhuma. Temos óleo de peroba para lustrar caras de pau de chefes e investigados de CPIs.
Para o Lula temos: dicionário de metáforas, um boné multiuso – serve do MST até o time do Santos – e remédio para emagrecer obesos e engordar famintos.
Temos declaração dos direitos do homem, para os assessores do Ministério da Cultura. Medalha Palocci, Medalha para a Polícia Federal, medalha para o Ministério Público e um pacote de reformas: da Previdência, política, tributária. E também temos um coração para Osama e um cérebro para Bush.
Para os brasileiros, Papai Noel mandou consciência de seus direitos e olho vivo para seus políticos. E também sobrou um saco para todos aguentarem com paciência até o ano que vem.
Análise
A crítica que Arnaldo Jabor utiliza em seu comentário não é nem um pouco velada. Elo contrário, Jabor deixa bem claro o que quer dizer, sem meias palavras. Ele é irônico ao apresentar os problemas do país e mais ainda quando faz um balanço das atividades dos políticos durante o ano que passou.
A indignação de Jabor é clara quando explica que o brasileiro tem que ter paciência para esperar que os políticos resolvam pensar um pouco mais no povo do que em si próprios. Ele critica a política utilizada pelos políticos, faz um balanço sobre o que aconteceu no ano e ainda demonstra certa esperança em ver os brasileiros retomarem sua consciência.
A linguagem utilizada no comentário é simples e direta. Sua objetividade às vezes assusta, é até agressiva, porém impactante. Este é o estilo Jabor de ser. Sem levar em conta o que os políticos corruptos irão pensar dele. Mas, pensando bem, parece que ele espera que os políticos saibam o que ele diz e que mudem, pensem em seus atos.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Papel do jornalista na sociedade contemporânea: o profissional do além
Com o advento de novas tecnologias de informação, como a internet, por exemplo, o fazer jornalístico pode se tornar ainda mais difícil, pois faz com que o profissional se especialize. Contudo, o jornalista não só pode como deve aproveitar esta oportunidade, que lhe trará uma nova opção de trabalho. Esta nova opção abre campo para o jornalista que alia a função primordial da função com uma nova demanda de mercado, pois o cidadão quer saber mais, quer um conhecimento mais aprofundado e detalhado de um determinado acontecimento e não se contentará com o “basicão da informação”.
Neste novo contexto, o profissional deve adequar-se às inserções das novas tecnologias, inteirar-se dos acontecimentos e estar “antenado” a tudo que ouve, lê ou vê. É com os sentidos aguçados e com uma postura ética que pertence somente a ele, que o profissional entra no mercado e mostra que ainda tem seu espaço garantido, pois agregar valor à notícia que está sendo trabalhada e encarar o seu papel na sociedade como primordial, é essencial para que este profissional mantenha-se atuante e indispensável.
Sendo ele muito mais exigido pelo mercado e cobrado por seu edito por seu bom desempenho em relação a seu grau de conhecimentos, deve conseguir desenvolver várias tarefas ao mesmo tempo. Não basta apenas escrever com os indicadores ao lado de uma xícara de café, o jornalista deve conhecer profundamente sobre o fato em questão e também ter conhecimento sobre suas ferramentas de trabalho.
Vez ou outra ele poderá diagramar sua página, o que não representa nenhum problema, ou até mesmo vender publicidade ao meio que trabalha. Não que isto seja o ideal, nem o aconselhável, mas a realidade irá ensinar que muitas vezes, principalmente no interior, as coisas nem sempre são como queremos que sejam. O fato é que o jornalista deve utilizar sua inteligência e sua curiosidade natural para ir além. Além do superficial e das histórias mal contadas, deve alcançar seu mais simples objetivo: informar.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Ronaldo: superação fenomenal
Isso tudo se pode argumentar apenas ao olhar os gols de Ronaldo no último domingo, para justificar seu apelido. Dois lances geniais. Sem contar ainda o que ele já fez no futebol – fatos esquecidos pela imprensa esportiva que fora duramente incrédula ao relegá-lo a condição de ex-jogador – como as duas vezes em que foi escolhido o melhor do mundo e sagrado o maior artilheiro de todas as copas. Um retorno espetacular depois de machucar aquele que é considerado quase como um coração para um atleta, o joelho. O fenômeno é especialmente único mesmo, como bem descreve Milton Neves em sua coluna na revista Placar de abril, “Ronaldo é esse Bill Gates da grana, Madre Teresa de Calcutá da humildade, Pelé da artilharia das Copas e Edmundo da falsa Malandragem”, fazendo referência às nuances da vida pessoal do craque.
Ronaldo, com a velocidade explosiva de seu corpo não conseguiu escapar das lesões que o afastaram do futebol, nem driblar as adversidades de uma vida pessoal conturbada. Provou que dar a volta por cima pode ser um desafio presente por vários capítulos da vida, e deve ser por isso que o brasileiro o ama tanto, ele é um exemplo de que mesmo com tanto talento, as adversidades surgem para todos.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
COMENTÁRIO DE LASIER MARTINS - JORNAL DO ALMOÇO (14/07/2008)
O comentário de Lasier Martins feito no Jornal do Almoço do dia 14 de julho de 2008, demonstra seu posicionamento, ou seja, se ele é favorável ou não à investigação que partiu do Psol sobre a origem do dinheiro da casa onde mora a governadora Ieda Crusius. Pela Lei de Registro e Declarações de Bens, cabe ao Tribunal de Contas do Estado controlar a evolução de bens de governantes e segundo suspeitas a casa da governadora teria sido paga com dinheiro da campanha eleitoral.
Lasier concorda que assim como tudo o que gera suspeita deve ser investigado, nesse caso deve ser feito o mesmo. Durante o comentário ele faz questionamentos acerca da conduta da Polícia Federal e o motivo de sua espécie de “revolta” e supõe alguns motivos.
Ele traz a tona ainda o projeto preparado por um deputado federal para proibir escutas telefônicas com o pretexto de combater a banalização. Porém aos olhos de Lasier há uma preocupação não com aquilo que é necessário e urgente, já que a banalização dos crimes do colarinho branco são mais graves do que esses problemas de escutas telefônicas.
Ele cita ainda alguns casos como o pedido de afastamento do presidente do Tribunal de Contas do Estado, suspeito de ligações com a fraude do Detran; a abertura de expediente para investigar o abuso do uso indevido de diárias do Tribunal de Contas, nepotismo, excesso de CC’S, uso indevido de vínculos, engavetamento de suspeitas anteriores que caíam sobre o Detran e os altos salários pagos aos funcionários do Tribunal de Contas.
Através do comentário foi possível perceber o quanto de conhecimento que Lasier Martins possui, já que a partir de um caso apresentado ele faz uma relação com vários outros acontecimentos, e com uma boa habilidade e visão crítica, é capaz de mostrar ao espectador uma quantidade de fatos, que de certa forma parecem ser meio isolados, mas que acabam evidenciando uma grande teia de acontecimentos.
MEDIADOR DA INFORMAÇÃO
O jornalista é considerado o mediador da informação. O papel do jornalista na contemporaneidade não mudou. Porém, ao passo que nos deparamos com um apanhado de novas tecnologias, percebemos que este profissional deve ser um pouco mais detalhista e tentar adequar-se às novas mídias. Assim como o rádio, e depois a TV mudaram o fazer jornalístico, a internet e essas novas tecnologias que vão sendo inseridas no mercado, também merecem um pouco mais de atenção e de estudo sobre a melhor forma de inserção e atuação por parte do jornalista.
Como a internet é uma mídia mais abrangente e que através de redes sociais, sites colaborativos, blogs e outros, está aberta para que qualquer um, sem formação profissional alguma, e que tenha acesso a ela, possa expor suas idéias, e de certa forma ser um mediador, é nessa hora que o jornalista, enquanto profissional que carrega consigo uma grande carga de conhecimento, de técnica e ética, deve mostrar o seu diferencial.
Tendo em vista que nessa era digital a quantidade de informações é cada vez maior, e pela fácil exposição das idéias, o número de pessoas lutando pelo seu espaço aumenta a cada dia, cabe ao jornalista saber selecionar o conteúdo que possa interessar ao seu tipo de público, interpretá-lo, e de forma clara, saiba transmitir tais informações.
Com um número crescente de mediadores, com certeza terá destaque, aquele que souber conduzir melhor as informações. Pode-se comparar a notícia, principal obra-prima do jornalista, a uma loja de roupas, por exemplo, o atendimento, o preço, a qualidade, enfim são algumas características que farão a diferença na hora da escolha. No jornalismo também acontece assim, aquele que for mais cauteloso, que souber usar com inteligência, criatividade e ética todo o seu conhecimento terá preferência na hora de “vender o seu peixe”.
terça-feira, 19 de maio de 2009
A crise global
O Fórum Econômico Mundial, que aconteceu em janeiro em Davos, na Suíça, é uma conferência anual que geralmente reúne dezenas de chefes de Estado e cerca de dois mil líderes das maiores empresas do mundo.
O foco do Fórum Econômico é a crise mundial, que já afeta a maioria dos paises, sendo que alguns já estão em recessão; outros, a maioria, ainda não.
Mesmo com toda essa crise, a China pretende crescer 7% este ano, em relação ao crescimento do ano anterior, o que é bastante significativo. Já o Brasil, está projetando um PIB de 2% a 3,5%.
Enfim, em termos de crescimento, o mundo todo, segundo o FMI, pode chegar, este ano a 1,5% de expansão. Isto significa, que a previsão é uma desaceleração do crescimento.
Cabe salientar que no Brasil a maior crise foi em 2001, na época do “apagão elétrico” e a do efeito “Lulalá”, em 2002, onde tivemos um PIB perto de zero, inflação acima de 12% e dólar perto de R$ 4,00. Tomara que nunca mais aconteça!
O Fórum ao debater a crise global, deveria estar focado no sistema bancário, que é o principal responsável pelo desencadeamento da famosa crise. Pois são os bancos europeus e americanos, que seguem no comando de enormes recursos financeiros, que não são repassados à economia, o que poderia contribuir para dar uma amenizada na crise em vários segmentos da economia mundial.
Então, face a este cenário, frente a um mercado em que o maior busca engolir o menor, os governos do capitalismo milionário não deveriam continuar de olhos fechados, fingindo que nada está acontecendo. Deveriam, sim tomar uma atitude, ou seja, assumir o seu verdadeiro papel de Estado regulador, supervisor, interventor. Esta é uma medida que dever adotada urgentemente, pois é uma questão de posicionamento, que pode, sim, evitar danos bem maiores na economia mundial.
Falta de respeito pelo povo brasileiro: quando isso vai parar?
O escândalo que gerou inúmeras manchetes na mídia e se tornou assunto político de interesse nacional, no último mês, comprova, mais uma vez, a degradação da atividade exercida no âmbito da estrutura parlamentar e na própria conduta de parlamentares. O uso descomedido e indiscriminado de passagens áreas, em cotas que variavam de R$ 5 mil a R$ 33 mil, remetendo ao pagamento de viagens de lazer e turismo, quando não destinadas a familiares e amigos, e ainda a suspeita de fraude e mercado ilegal dessas cotas, indigna o povo brasileiro, que se sente roubado e desrespeitado. Além de sustentarmos altíssimos salários para quem se diz representante do povo, temos de aceitar que esses execráveis políticos continuem exercendo seus mandatos nas instituições que deveriam priorizar assuntos de interesse coletivo/público.
Os números são de causar revolta. Entre janeiro e outubro de 2008, conforme publicação no site Congresso em Foco, 261 deputados usaram a cota da passagem aérea em viagens ao exterior, sendo que a atividade política de um deputado ou senador não requer esse tipo de viagem. Mas a soma chega a 1.885 voos internacionais, dos quais, só a Câmara pagou R$ 4,765 milhões. É uma afronta para com o povo brasileiro que trabalha a cada dia para poder ter um salário, cabe salientar, muito inferior ao que recebe um senador ou um deputado. Muitos trabalhadores, aliás, não possuem recursos para custear atividades de lazer, que dirá viagens ao exterior!
Como observamos, não são poucos os parlamentares que utilizaram o dinheiro público em benefício próprio. O próprio e atual presidente da Câmara, deputado Michel Temer, admitiu o uso da cota para fazer passeio turístico na Bahia, com familiares e amigos. Sua argumentação, divulgada em nota à imprensa, para justificar o mau uso das passagens da Câmara é tão desprezível quanto o próprio parlamentar. Para Temer, “o crédito [gerado pelo acúmulo mensal da cota] era parlamentar, inexistindo regras claras definindo o limite de sua utilização”. Quanta prepotência e subestimação da capacidade de compreensão crítica do povo brasileiro. Esse é, sem dúvida, um dos parlamentares indignos da confiança do povo. Mas o pior é a minimização das denúncias sobre o assunto, que inclusive foi apresentada pelo próprio Temer através de suas declarações falsas, tratando o fato como um equívoco do legislativo que corresponderia a atividades ilícitas por apenas 12, 13 parlamentares.
A aceitação de tais declarações causa vergonha, vergonha de ter que suportar que esses ditos “representantes” permaneçam exercendo seus mandatos na Câmara e Senado. Ora vejam, não é que no final das contas o referido parlamentar saiu pela tangente com sua “teatralização” na defesa do projeto que prevê a redução e limitação no uso de cotas de passagens, depois que o caso ganhou repercussão. E falo em teatralização, por que, a meu ver, é o que parece, uma encenação, visto que foi ele próprio quem assinou o Ato 42, da Mesa Diretora, de 2000, durante sua primeira gestão na Câmara, instituindo a cota de passagens e abrindo caminho para o uso do benefício por terceiros, inclusive em viagens internacionais. Até quando, afinal, vamos fechar os olhos permitindo que esses parlamentares corruptos continuem exercendo poder político sobre nós, cidadãos brasileiros? Para começar, não podemos aceitar que essas atitudes desmoralizantes sejam tratadas de forma minimizadora e banal. Precisamos reagir contra políticas que beneficiem apenas os que estão no poder e fazer valer os interesses coletivos.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O Brasileiro aceita tudo
Nas palavras e frases contundentes de Arnaldo Jabor, o comentarista busca um fundo de realidade nas ações diárias do povo brasileiro. Sempre acreditamos em tudo, o tempo todo. Mesmo quando os políticos de sempre passam a conversa na população com as mesmas promessas e nada fazem de bom.
O brasileiro aceita tudo, e por isso acaba sendo manipulado por esses enganadores, governantes e entidades, que usam da sutileza de chorar num velório para depois descaradamente brincar com a desgraça do outro. Bobos somos nós, que nos tornamos complacentes com ações desta natureza.
Ter solidariedade com as pessoas não passa de babaquice, ao ver detentos ateando fogo em seus colchões atentando contra a própria vida, e lá vai a comunidade fazer campanha e doações para os coitados dos presidiários.
Jabor, aborda o tema com uma sinceridade escancarada que deixa estupefatos os maiores críticos do momento. Explicíta a ações das ONGs, que mais parecem papagaios de auditório, só buscam a mídia e a promoção pessoal. Ao mesmo tempo em que desacredita as vitórias do governo, dentro das suas mais diversas facetas. O Brasileiro, quando consegue enganar o outro, ou dar um “nó” na RGE ou na TV a cabo, se acha a melhor e mais espertos das pessoas, porém paga os juros mais altos do mundo e tem a maior carga tributária existente. Conclui-se disso tudo, que o nosso País, tem tudo para dar certo, crescer e ser potência mundial.
sábado, 16 de maio de 2009
AINDA O CASO ISABELA
Por Cláudio CrescêncioEm casos como esses, os representantes da acusação costumam escolher mulheres mais velhas, casadas e com filhos. Com isso, a tendência é favorável à Promotoria. A defesa e acusação têm o direito de recusar qualquer nome. Advogado e promotor podem fazer isso três vezes, até que o júri esteja completo, com as sete pessoas. Depois dos depoimentos, da apresentação das provas e dos debates, procedimento que deve levar pelo menos dois dias, chega a fase decisiva do julgamento. O voto do júri é dado em um lugar chamado de sala secreta. Neste local, os jurados dizem “sim” ou “não” para perguntas como: ‘Houve crime?’ ‘O réu é culpado?’
Para tentar escapar da acusação, o casal será representado por um novo advogado. Seu nome é Roberto Podval, que resolveu adotar uma nova estratégia em defesa dos seus clientes. Para o advogado, a polícia não tem provas concretas que apontam o casal como responsável pelo crime. Mas o que mais seria preciso? Uma câmera filmando o assassinato de todos os ângulos? Vale lembrar que Podval também representou o cirurgião plástico Farah Jorge Farah, condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato e esquartejamento de uma ex-paciente. Farah recorre em liberdade. Amém Brasil, mas não cabe a nós julgar.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Educação: uma ponte para o desenvolvimento
Nossa história não nega: educação nunca foi uma prioridade. No começo, era regalia da nobreza ou do clero. Massas que não pensassem não provocariam insurreições. Mais tarde, tornou-se um modo de selecionar as pessoas: numa terra mestiça, grupos que estão “por cima” pensam que esconder-se sob o título de burguesia é tão belo quanto “separar o joio do trigo”. Assim, intencionalmente ou não, se esquecem que o “joio” são seres humanos.
Hoje, não à toa, as mazelas que separam as classes representam verdadeiros abismos. De um lado, vemos escolas públicas pouco capazes de formar a população intelectualmente. Do outro, centros educacionais de qualidade exemplar que poucos – muito poucos – podem pagar. Normalmente, segundo a cultura capitalista ocidental, o lado mais pobre – ou menos instruído – desejaria atravessar para o lado oposto – aquele com mais facilidades e onde a vida é, aparentemente, mais fácil.
A surpresa nessa situação toda é que em nosso país esse desejo inexiste para muitos – e isso se prova quando lembramos que o candidato à presidência que apresentou as melhores propostas para o problema da educação ganhou pouco mais que 2% dos votos.
Educação liberta, traz esclarecimento para o povo e ilumina discursos de políticos demagogos e populistas que se escondem à sombra da ignorância. Justamente por isso, ela revoluciona, e é justamente uma revolução no sistema educacional que precisamos para levar qualidade às escolas brasileiras.
De reformas, reparos, correções, adaptações... de “jeitinhos”, o Brasil esta farto. Pensar que investir recursos para qualificar a educação é a estratégia para a diminuição da criminalidade é algo que deveria estar presente no trabalho de governantes, mas atualmente, é mera utopia.
Vai ver é porque somos resultados de nós mesmos. Culturalmente, preocupar-se com o futuro era exacerbação dos gringos colonizadores. Importante era viver o presente, e observar exemplos de países que investiam pesado em formar intelectualmente seus cidadãos, perda de tempo. Pois, esses países que nossos antepassados viam com descrença hoje estão milhares de quilômetros à nossa frente, e, hoje também, nós queremos alcançá-los.
Novamente, de um lado do abismo, ficam os menos favorecidos – no caso, os brasileiros. De outro, nações que cinqüenta anos atrás apresentavam Índices de Desenvolvimento Humano menores que o do Brasil – como Coréia do Sul, China e Nova Zelândia. O abismo é profundo, mas com educação de qualidade, que leve à reflexão até mesmo sobre nosso “jeito” de fazer cultura, seremos capazes de construir uma ponte que nos leve ao outro lado. Basta saber o lugar certo onde amarrar as cordas que nos amparam.
Filtro de informações
Por Tiarajú Goldschmidt
Faz anos que o processo de produção de informações foi democratizado. Quer dizer, não é apenas o seleto grupo de pessoas denominado “jornalistas” que faz notícias. Os professores, estudantes, profissionais liberais, enfim, quem dispõe de um computador com acesso à internet e possui uma câmera digital hoje pode criar reportagens completas e publicá-las para o mundo inteiro ler. E sem custo nenhum.
O que motiva as pessoas a fazerem isso? O fato é que há “leitores-repórteres” espalhados pelo mundo todo. E, com toda essa colaboração disponível, com matérias borbulhando de vontade de serem publicadas em meios oficiais, resta alguém que as filtre ou simplesmente as veja como sugestões. Aí que entra uma das funções do jornalista.
Garimpar o que é de interesse de todos e o que pode contribuir de alguma forma para o bem geral da sociedade. Ainda é essa a forma de exercer com dignidade a profissão de jornalista, em meio a tantos órgãos de imprensa tendenciosos e com finalidade muitas vezes apenas voltada à ideologia política.
A informação está aí, não mais tão bruta como antigamente e nem tão difícil de ser conseguida. Os leitores têm necessidade de colocar assuntos cotidianos de sua vida na boca da mídia. Com a dita globalização, não há mais “furos” de reportagem e dificilmente algum conteúdo que passe despercebido.
Passou o tempo de o leitor esperar que os jornalistas ditem o que é o assunto do momento.
Dinheiro virtual
Impressionante a quantidade de dinheiro emitido pelos governos do mundo inteiro para tentar acabar com a crise mundial. Foram R$ 12 trilhões em menos de um ano. Sabe-se que a crise mundial começou em setembro de 2008. E desde lá foi saiu tanto dinheiro dos cofres que até parece não haver crise. O mais surpreendente disso tudo é que o dinheiro vai principalmente para ajudar bancos e agiotas, que até há alguns dias “brincavam” com dinheiro virtual e extorquiam juros altíssimos da população.
O comentarista do Grupo RBS Paulo Sant’Ana tem razão ao afirmar – em comentário feito no dia 2 de maio de 2009 – que, embora ainda não apareça, pode haver uma inflação a partir da emissão de tanto dinheiro. Felizmente isso ainda não aconteceu. Pelo contrário, o salário mínimo brasileiro subiu uma porcentagem bem acima da inflação, e já foi anunciado que o novo aumento seguirá essa linha.
Só que o xis da questão é: de onde vem esse dinheiro? Quando é para construir hospitais ou pelo menos quitar suas dívidas, não há. Se é para arrumar um asfalto de rodovia federal, evitando acidentes, também não há dinheiro. Menos ainda para matar a fome.
O que acontece é o governo dar – sim, dar – dinheiro para os grandes empresários donos de multinacionais, que além de ter isenção fiscal por anos ainda põem para a rua centenas ou milhares de empregados quando o cinto aperta. São empresas que, apesar de empregarem pessoas, “apenas” poluem o ambiente, pagam o mínimo de impostos e quando começariam a pagar tributos, “erguem a cola” e vão embora.
Enquanto as prioridades não mudarem – conceder crédito somente para os grandes, dar incentivos apenas para os grandes e continuar sendo duro com os pequenos – os agiotas continuarão brincando com dinheiro especulativo, os bancos continuarão extorquindo seus clientes e o governo arrecadando apenas de empresas nacionais. E assim teremos inúmeras crises pela frente. É o capitalismo engolindo a si mesmo.
Um terno, por favor! Preciso ir ao Tribunal.
Por Drica Morais
Qual seria o traje apropriado para comparecer ao Tribunal de Justiça Nacional? Essa intrigante dúvida invadiu os meios de comunicação no fim de abril, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciou que o assunto estaria entre os 41 itens da pauta, a fim de ser discutido. O tema foi levantado após o advogado Alex André Smaniotto pedir para que fosse revogada a portaria da Comarca de Vilhena, em Rondônia, que restringe o acesso de pessoas ao fórum em função das roupas que vestem. O julgamento só não teve continuidade pelo fato do conselheiro Técio Lins e Silva pedir vistas do processo. A questão é: e as pessoas carentes, serão impedidas de adentrarem no Tribunal?
Alega-se que o indivíduo “ferirá o decoro”, caso frequente o recinto com uma bermuda, por exemplo. Mas, tal restrição nos remete às seguintes questões: não seria uma forma de preconceito, de distanciar o cidadão do Poder Judiciário? Muitas pessoas – boa parte delas, na verdade -, não têm condições de comprar um terno, “uma roupa para a ocasião”. O guarda-roupa do Judiciário, com as roupas a serem emprestadas, até funcionaria, mas não vai ao encontro da realidade brasileira, onde há tantos contrastes sociais.
O Poder Judiciário, assim como os Poderes Executivo e Legislativo, é público, do Estado. Há um tempo, o juiz Bento Luiz de Azambuja suspendeu um ato judicial, porque uma das partes estava usando chinelos. Tratava-se do trabalhador rural Joanir Pereira, que estava movendo uma ação trabalhista contra Madeiras J. Bresolin Ltda.. O juiz pediu desculpas na audiência – e até ofereceu um par de sapatos a Joanir -, mas, será que isso aliviou a humilhação do agricultor?
Outras indagações: roupas, então, interferem no julgamento dos juízes? O que seriam roupas “apropriadas”? Um terno? Restringir o acesso das pessoas a um local público e avaliá-las de acordo com a sua aparência, de fato, não é a atitude conveniente a um órgão público. Ao menos não é o que eu, cidadã comum, penso. Como disse o comentarista Carlos Heitor Cony, na Central Brasileira de Notícias (CBN), “não existe uma regra para dizer que o recinto da Justiça é sagrado. É sagrado espiritualmente e não, necessariamente, no sentido material. (...) A Justiça tem que ser justa e não adequada de acordo com o traje”.
O Arquiteto da Informação
Em meio às constantes mudanças e inovações que presenciamos em nosso cotidiano, já é possível arriscar-nos a considerar que estamos vivenciando o que se pode rotular de Era da Informação, onde a informação passou a ser a condutora de processos como o advento das redes globais, a transmissão eletrônica de dados, a troca de mensagens através de correios eletrônicos, a instantaneidade dos fatos e a interatividade.
Através da inserção da informação em diferentes âmbitos, cresce a responsabilidade social do jornalismo, e em especial dos jornalistas, que passam a assumir um duplo papel, tanto de transmissores das informações que circulam pelas redes, como de usuários dessa própria rede como ferramenta de trabalho.
O papel do jornalista na sociedade contemporânea baseia-se em dotar a população das informações a que ela tem direito, seguindo o pressuposto de que a informação é um direito fundamental do cidadão, porém, o jornalista deve transmiti-la de uma maneira mais completa e rica do que a informação que já está em circulação.
Com o advento das mídias digitais, o jornalista deve reportar à realidade, ampliar o seu senso crítico com a potencialidade tecnológica dos novos meios e aumentar a sua responsabilidade perante os conteúdos produzidos, tornando-se uma espécie de arquiteto da informação.
A profissão de jornalista, hoje, exige trabalhar com as diferentes formas de captação e difusão da informação, tendo como dever conceber a comunicação como algo amplo, que incorpore o receptor no processo de transmissão da mensagem através da abertura de canais para a interatividade com o público, buscando uma comunicação clara.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Zeca Camargo? Eu?!
por Daniela Zancan
Quando alguém um dia me disse “Bah, tu tem que ler a coluna do cara, é a tua cara”. Primeiro, fiquei confusa! “Sério? Zeca Camargo?” Depois, meio ofendida, pois até onde conhecia o jornalista ele entendia mesmo era de reality show no meio do mato e de viajar comendo coisas esquisitas por aí, mas então quando li pela primeira vez a coluna me surpreendi e até me identifiquei muito com ele.
A coluna é sobre pop e arte, algo que sempre gostei, e ele não fala somente sobre as tendências, mas também relembra nomes há muito esquecidos, algo muito difícil nas mídias eletrônicas e mais comum no jornal impresso.
Outro aspecto, talvez o mais bacana pra mim, é a forma como ele escreve. Com todas as vírgulas, travessões, parênteses e aspas possíveis (talvez foi por isso que me indicaram essa coluna!) dá pra sentir mesmo o que ele quer transmitir de uma forma bem simples. Imagino que este estilo de escrever seja uma conseqüência de escrever para o telejornal, onde é mais comum se usar de interjeições o tempo todo.
Ele também sempre fala sobre os comentários feitos pelos leitores da coluna em cada texto, o que é realmente muito bacana e interessante. Como a tendência agora é a web 2.0, em que sempre nos textos se tem um espaço para comentários, os leitores ganharam voz, mas muitos jornalistas ainda não ganharam ouvidos. Esse para mim é um dos pontos mais positivos das colunas de webjornais, onde qualquer pessoa pode expressar sua opinião sobre o texto. Estes comentários feitos pelos leitores são valiosíssimos e devem sempre ser levados em consideração.
Na sua coluna do dia 4 de maio, Zeca Camargo responde aos comentários realizados sobre a sua coluna anterior, que falava da cantora Stefhany e da entrevista que realizou com os cantores da banda Oasis.
domingo, 10 de maio de 2009
Os profissionais da informação
A relação do jornalismo com a sociedade se mostra indispensável também no que diz respeito ao combate das desigualdades sociais bem como na luta pela democracia em qualquer âmbito social. Já que o jornalismo trabalha substancialmente a partir dos preceitos de soberania popular, onde toda a sociedade possa viver de modo que seus direitos e deveres sejam iguais, os meios de comunicação acabam por tomar uma grande parcela de responsabilidade até mesmo na aplicação e cobrança das políticas públicas que devem garantir todas as necessidades sociais.
O grande compromisso com tudo o que se transmite, transforma esses profissionais da informação, além de pessoas que fazem parte da sociedade, em “agentes sociais” com uma responsabilidade muito maior em tudo o que dizem ou fazem, e que devem sempre agir da forma mais isenta possível no que diz respeito ao ambiente social do qual fazem parte, já que um jornalista não o deixa de ser após chegar em casa do trabalho no final do dia.
O jornalista, é portanto, o guardador dos direitos fundamentais de cada ser humano: liberdade e democracia. E deve primar para que estes direitos possam ser exercidos sem opressão e com todo o livre arbítrio que a constituição impõe, trabalhando de forma ética, com a maior isenção possível na divulgação dos fatos, para que a credibilidade, que é seu intuito maior, seja mantida.
O trabalho do jornalismo e do jornalista, como profissional formador de opinião em nossos dias passa por um grande crivo, pois é este [jornalista] que de algum modo institui o caráter social de determinado público, que conseqüentemente gerará as idéias e que se tornarão posteriormente, os atos de uma sociedade para com seu próprio modo de viver.
sábado, 9 de maio de 2009
Jornalista: profissional a serviço da sociedade
No mundo globalizado, não há como escapar da enxurrada de informações, sem precedentes, que invade todos os lares e lugares, por mais inóspitos que possam parecer. Das atividades e ações cotidianas mais simples às mais complexas: fazer compras, movimentar a conta financeira, viajar, obter conhecimentos, fazer uma intervenção cirúrgica, falar com pessoas conhecidas que estão longe, enfim... tudo é mediado pela linguagem, seja escrita ou falada, verbal, gestual ou imagética, que chega por meio de mídias tradicionais – como a TV, o rádio e o jornal impresso –, mídias alternativas e pela internet – que oferece o mais vasto volume de informações que se pode imaginar num único meio. As relações humanas no mundo contemporâneo se configuram absorvendo, interpretando e ao mesmo tempo produzindo informações e alimentando a mídia.
Nesse contexto, o jornalismo torna-se exercício de extrema relevância, uma vez que se constitui como atividade voltada à democratização e difusão da informação, representando, na maioria das vezes e para a maioria da população, principal fonte de informações acerca da realidade social. Cabe salientar, que o jornalismo segue procedimentos técnicos que regulamentam a prática, mas, sobretudo, fundamenta-se em princípios éticos que orientam a conduta do profissional em jornalismo. Trata-se, pois, de uma atividade que vai além de técnica: é arte e ciência utilizada a fim de apurar, reunir, relacionar e divulgar notícias, idéias, conhecimento e informações que são importantes e de interesse coletivo, com veracidade, exatidão, clareza e rapidez, para que as pessoas possam participar, coletivamente, dos acontecimentos. Assim o jornalismo permite que os cidadãos construam uma opinião crítica sobre os acontecimentos e se tornem agentes capazes de enfrentar os problemas e demandas sociais, transformando a realidade em que vivem.
O jornalista, profissional formado e habilitado para “o fazer” jornalístico é peça essencial para que o jornalismo possa ser executado com precisão e garantia de uma comunicação verdadeira, democrática, interativa, dinâmica e atual. O jornalista sabe que sua função perante a sociedade é prover informações pertinentes aos cidadãos para que eles possam tomar as melhores decisões sobre assuntos importantes, de interesse coletivo. Nesta tarefa de comunicar/informar a sociedade sobre os acontecimentos, o jornalista é o mediador da realidade social, é quem garante o acesso à informação de interesse coletivo, pois está a serviço do público, da sociedade.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Diploma: um atestado de qualidade
ção dos livros em nossa cultura, faz de veículos jornalísticos o meio mais comum de se saber o que acontece na cidade, na região e até mesmo no mundo. O texto mais enxuto, as informações claras e denotadamente explícitas e o preço mais em conta são outros fatores que levam os brasileiros a preferir jornais a livros.Jornalista, pra que te quero?
É preciso esclarecer que para além do caráter técnico, o jornalista atende a uma necessidade social e cumpre funções políticas, econômicas e culturais. A informação por ele produzida é capaz de estabelecer convenções de comportamento e de pensamento social. Daí a responsabilidade de quem faz a informação circular. Ela deve ser interpretada, esclarecida e explicada. Funções estas, que cabem ao jornalista. Não, ele não é o “dono da verdade”. Mas é ele quem irá buscar a informação que tenha a verdade como atributo essencial. É a boa informação que irá responder ao direito de conhecer certos fatos e formar opiniões (em nosso regime democrático). Por meio dela, é criado um consenso ético, em uma sociedade desprovida de tal. Assim, a informação jornalística chega às pessoas e permite que elas se posicionem eticamente e deleguem o poder a governantes comprometidos e éticos.
O jornalista controla a informação, é quem seleciona o que é importante e o que é desprezível para chegar ao conhecimento público. Uma opinião pública bem informada, capaz de tomar melhores decisões para o seu futuro, depende justamente deste fator. É o jornalista quem disponibilizará informações desfragmentadas e relevantes para construção de um futuro que atenda às expectativas da população. Afinal, a fragmentação da informação gera mentalidades fragmentadas e é a boa informação jornalística que poderá preencher esta lacuna. Compreende-se então, a necessidade do jornalista manter o direito à informação independente, plural e ética.
Qual a contribuição do jornalismo na sociedade contemporânea
Qual o papel do jornalismo na sociedade contemporânea?
Segundo a teoria aristotélica sobre as três formas de governo, a democracia é “o governo do povo, de todos os cidadãos, ou seja, de todos aqueles que gozam dos direitos de cidadania”. Ela distingue-se, portanto, da monarquia que é o governo de um só, e da aristocracia, o governo de poucos. Os gregos de Atenas foram os primeiros a elaborar um ideal democrático. Sua organização política era baseada no princípio de que o cidadão deve participar da polis (cidade-estado grega), decidindo o seu destino. Em uma sociedade democrática, portanto, os indivíduos devem atuar como sujeitos de sua história e de sua sociedade. Para isso precisam estar habilitados e inseridos nos processos políticos, econômicos, sociais e culturais, na medida em que essa inclusão garante-lhes uma compreensão efetiva do ambiente em que vivem e das relações que estabelecem com ele. Garante-lhes, acima de tudo, o próprio reconhecimento enquanto agentes pensantes e transformadores. Nesse ponto, a comunicação exerce um papel imprescindível enquanto uma possibilidade de auxiliar no processo de formação de sujeitos pensantes, críticos e cidadãos de fato. O jornalista, mais precisamente, trabalha para levar informação aos sujeitos. Informação esta que garante a condição democrática e que, em uma sociedade complexa, fornece subsídios para que os cidadãos conheçam a realidade em que vivem e se sintam parte dela.
O jornalismo, enquanto difusor de informação, carrega consigo instrumentos riquíssimos para fornecer conhecimento e possibilidades de reflexão sobre a realidade. Em seu formato atual, tem se consolidado como um dos poucos instrumentos de compreensão dos fatos e da própria história que se desenrola. Entretanto, devido ao paradigma estabelecido pelos preceitos da indústria cultural, não é possível concordar com o modo como a informação tem sido apresentada ao seu público: como simples mercadoria. Tampouco é possível fomentar as utopias propostas historicamente para esta atividade: a objetividade e neutralidade. Mais do que impossíveis, elas não trazem consigo aquilo que a teoria mais crítica sobre o jornalismo tem proposto como fundamental. Ora, se o jornalismo se consolida como fonte de conhecimento, precisa necessariamente englobar a totalidade do real, o que inclui contradições, conflitos, contextos, entre muitos outros aspectos. Precisa, inclusive, tratar de ideologia, sujeitos, opiniões, sentimentos, arte, cultura, porque a história se constrói a partir disso. A compreensão da história, que se dá através de representações diversas, pode ser divulgada de forma muito abrangente através dos meios de comunicação de massa ou, mais precisamente, através do jornalismo.
Oportunidades para jornalistas
Muitas pessoas podem achar simples a profissão do jornalista, acreditando que basta apenas só falar o que aconteceu, ou redigir um texto e mandar para o jornal. Não é bem assim, pois na prática tem termos e palavras que não podem ser usadas e no que diz respeito à ética em uma profissão só sabe quem freqüenta um curso de tal profissão, ou por ventura conhece ou trabalha no meio.
Refletindo da ética para as oportunidades de trabalho para os novos jornalistas que estão saindo das faculdades, pode-se pensar que para nós, que moramos no interior do estado, as oportunidades de trabalho não são muitas, sem falar que poucas são as empresas do meio jornalístico que abrem vagas de estágio. Depois querem que os novos profissionais tenham experiência. De que modo, se não há oportunidades para fazer na prática o que se aprende em sala de aula?
O que tem acontecido muito é de os novos jornalistas que se formam no interior do estado irem para outras cidades em busca de emprego. Isso contribui para diminuir o número de jovens no mercado de trabalho regional, enquanto pessoas que já poderiam estar diminuindo a carga de trabalho tem que trabalhar horas a fio para que se faça o que é preciso. Por essas e outras razões que os novos profissionais precisam de mais oportunidades, novas chances para mostrar o trabalho do novo jornalista. E o que acaba acontecendo é de que um aprende com o outro, a experiência junto com a juventude e novas idéias.
Sim, um formador de opinião
Não basta acontecer, alguém precisa noticiar para de fato existir. Essa afirmação mostra a importância do profissional jornalista para a sociedade.
Há muitos anos o jornalista é aquele que narra os fatos, os torna reais e verossímeis. Mas o que de fato faz um jornalista além de escrever? Afinal, escrever, muitos sabem. Por que então o que o jornalista redige é a realidade e o que outra pessoa comum escreve, com outra profissão, não é? Porque o jornalista tem o dever de ser fiel à realidade para que as pessoas que não puderam presenciar um fato possam compreendê-lo da mesma forma como se o tivessem assistido. Por isso, também o jornalista deve utilizar-se da maior isenção possível. Deve colocar de lado as suas ideologias e seus apreços para poder desempenhar dignamente o seu papel perante a sociedade.
Você sentindo-se doente procura um médico, não espera que ele tenha formação adequada para poder atender as suas necessidades?
E quanto à pessoa que escreve o que você lê todos os dias nos jornais, ou que produz o que você assiste na televisão ou escuta no rádio, você não espera que ela tenha o mínimo de formação adequada para estar nessa função de apresentador da realidade?
No mínimo, ela precisa ter o cuidado com a forma de escrever, já que uma vírgula, mal utilizada pode transformar uma realidade. Propositalmente ou não.
O jornalista não é apenas uma pessoa que torna um fato real ao descrevê-lo. O jornalista através do seu ofício forma a sociedade em que está inserido, pode criar preconceitos, tornar mentiras verdades e verdades mentiras. O jornalista é como o professor da vida, o que ele fala torna-se verdade. Ou alguém compra um jornal porque não acredita na seriedade da empresa que o publica?
Informar e fazer pensar, aí está o desafio!
A maneira de conceber a função do jornalista sofreu algumas mutações ao longo tempo, isso porque ocorreram também mudanças nas esferas que envolvem o processo jornalístico, principalmente tecnológicas e filosóficas. O jornalista sempre foi e ainda é um reprodutor de informações, contudo, seu papel vai muito além disso.
Nos acontecimentos políticos que permearam a consolidação da democracia no Brasil, por exemplo, os meios de comunicação e seus profissionais foram personagens decisivos nesses episódios. Tanto na divulgação dos fatos, quanto na emissão de sua opinião sobre os mesmos. Este último, porém, sendo o mais relevante para o contexto da época, e que hoje aparece como sombra nos veículos de comunicação.
Ao nos transportar para a realidade atual, considerando o facílimo acesso à informação, somado ao fato de que os cidadãos comuns também emitem sua visão sobre os assuntos e interagem com os meios cada vez mais - facilidade possibilitada pelo advento da internet - esse perfil do profissional do jornalismo não permite que o reduzamos ao mero papel de informante. Uma mostra disso é a tamanha credibilidade que adquiriram os jornalistas especializados em alguma área, ou colunistas que há anos escrevem para jornais, falam para rádios e televisões com argumentos incisivos e respaldados pelo respeito que construíram ao longo de seu trabalho. Por isso, é preciso ir além e retomar o caráter do profissional que trabalha com interesse do público.
Por outro lado, para quem está ainda construindo um caminho na estrada do jornalismo, é necessário ter um diferencial. Para o professor de Comunicação Social Jacir Alfonso Zanatta, “o jornalista tem a função básica de educar a sociedade”, para que nela consiga ser um agente transformador. Nesse aspecto, ele deve analisar os fatos, ter uma visão crítica, transmiti-la para a sociedade, e com isso instrumentalizar o cidadão, fornecendo ferramentas para criar soluções para os problemas aí expostos. Todavia, dificilmente este profissional vai conseguir se interar de tudo ao mesmo tempo e estar preparado para avaliar diferentes situações na economia, política, educação ou esporte. Por isso, os jornalistas especializados em determinados temas terão mais condições de emitir opiniões aprofundadas e estarão aptos para discutir com graduados em outras áreas com tanto conhecimento quanto ele.
Este, portanto, será um notável diferencial do jornalista num universo onde todos se informam e todos publicam sua opinião como bem entendem. Só assim o jornalista continuará sendo um ponto referencial, contribuindo para a sociedade, não apenas informando com qualidade, como também colaborando para a construção de um pensamento crítico.
Jornalista X Sociedade Contemporânea
OUTROS OLHARES
Cláudio Crescêncio
As informações estão disponíveis ao redor do mundo, milhares de notícias circulam nos periódicos, sites e televisão. Para a veiculação dessas informações não há necessidade do jornalista, já que qualquer um pode relatar um fato. Então o que diferencia o jornalista de um cidadão comum? O papel do jornalista além de transmitir a informação é desvendá-la, ou melhor, olhar e expor de uma maneira diferente das que já estão em circulação. Milhares de jornalistas se formam todo ano no Brasil, desses, poucos conseguem destaque. Na maioria das vezes, uma inimiga quase mortal para o jornalismo profissional tem sido a inclusão digital. Muitos sites possuem espaços para que o próprio usuário envie notícias para o veículo, e muitas vezes essas notícias vêm distorcidas, distanciando-se da verdadeira realidade. Portando pode-se até pensar que o papel do jornalista na sociedade é como de qualquer cidadão que queira mandar uma notícia, incluindo fotos, para um jornal. Mas, como fica nosso papel como profissionais?
Desvendar é preciso. Uma noticia é apenas um fato, mas ela pode deixar de ser um simples fato para se tornar algo de prestígio e que chame a atenção do receptor. A visão do jornalista é importante para transformar uma notícia, ele deve ter a capacidade de instigar. A mídia está cheia de idéias fechadas, isso é certo, isso é errado, bom ou ruim. A verdadeira informação não é manipular, subjugar pensamentos alheios, mas sim fortalecer o conhecimento do leitor.
O jornalista precisa ler, rever conceitos, assistir a televisão e analisá-la de maneira diferente. A busca pela verdade só se dá longe das quatro paredes, e somente lendo, pesquisando e buscando o verdadeiro sentido da informação é que terá destaque o verdadeiro jornalista. Portanto, o papel desse profissional na sociedade contemporânea não é apenas transmitir uma notícia, é fazer dela um exemplo de informação.
Jornalismo de Fofoca e os Profissionais do Século XXI
Por vários anos, jornalistas enfrentaram o poder e a temida ditadura, que assombrava os meios de comunicação. Aqueles que ousavam se opor, eram presos, torturados e, até mesmo, mortos. Antigamente, também, não existiam faculdades de Jornalismo. Aquele que resolvesse ingressar na profissão teria que ser apaixonado pela área, já que os salários eram baixos. Bom, essa realidade é familiar até hoje. O fato é que esse período uniu a classe de jornalistas e motivou o crescimento da profissão – alimentando a utopia de muitos jovens: mudar o mundo. Em 2009, porém, aquele jornalismo social, preocupado com a opinião pública intelectual e responsável, parece ter se esvaído. Parte dos profissionais se tornaram “mestres da fofoca”, levando a sociedade a banalizar o Jornalismo como um todo.
Notícia do portal Globo.com, no dia 20 de abril: “Ao lado de Milena, Priscila agita Manaus” [Coluna Ego]. O lead, logo abaixo, traz informações ainda mais “interessantes”: “As ex-sisters ganharam sapatos e bolsas em loja de shopping”. Sempre que abrimos o jornal, ligamos a TV ou acessamos um site, nos deparamos com esse tipo de notícia, supérflua, ou, então, com manchetes carregadas de sangue, imersas na fatalidade. Acompanhar o enterro do amigo de uma celebridade parece estranho? Se analisarmos bem, não. A cena atrai milhares de olhares, pelo simples fato de mostrar que ele se emociona quando um amigo fatalmente morre. Pois é, ele é igual a qualquer um de nós.
O que se torna difícil de entender é: como a profissão pode perder, ao longo dos anos, todo o sentido e funções baseadas na dignidade, honestidade, ética, responsabilidade e comprometimento com a realidade dos fatos? Como um jornalista pode estudar mais de quatro anos e, depois, se submeter a esse tipo de trabalho, especializado em vasculhar a vida alheia? Não, não é falta de mercado. Muitos deles dizem gostar do que fazem.
A notícia se reveste de importância e interesse. É importante que o fato afete a vida das pessoas e atinja o interesse de um grande público. Porém, nem sempre uma notícia que é importante desperta interesse, da mesma forma que nem toda notícia interessante é importante. A notícia de hoje tornou-se uma mercadoria dentro da sociedade, sendo que nem sempre expressa informações correspondentes à realidade ou à verdade e, nem sempre, cumpre o objetivo de expressar o interesse público. O papel do jornalista está distorcido. Os profissionais, acreditamos, não se formam para falar da vida alheia, isso qualquer um faz. O papel do jornalista é informar, mostrar a realidade, saber ver os dois lados de uma questão, abrir os olhos da sociedade e ajudar o cidadão a se posicionar. "A sociedade é maior do que o mercado. O leitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público, não espetáculo”, já dizia Alberto Dines, jornalista e escritor.
O papel do jornalista na sociedade contemporânea
Vivemos num mundo totalmente globalizado, marcado pelo constante avanço tecnológico, e é neste contexto que está inserido o jornalista, que tem a missão de reproduzir acontecimentos e narrar fatos.
E quando falamos em globalização e avanço tecnológico, não podemos descartar que estamos vivendo na era da informação, da sua valorização e quanto mais rápida ela for obtida e transmitida, maior será o seu valor.
Na era digital, fazer alguns ajustes é pertinente para que o jornalista possa acompanhar as mudanças e continuar o seu valioso trabalho. Assim como o rádio e a televisão mudaram o modo de fazer jornalismo com o passar do tempo, temos que destacar que a chegada da internet também trouxe diversas mudanças, talvez bem maiores. Entre elas, a quantidade de informações, que aumentou vertiginosamente, e é aí que entra mais uma vez o papel do jornalista, que também é o de fazer uma seleção daquilo que interessa ao receptor.
Nesta seleção de informações, de conteúdos, o jornalista acaba se tornando um verdadeiro mediador, mas a maneira como ele vai narrar, interpretar estas informações é o que vai diferenciar um jornalista do outro. Enfim, o seu talento, a sua imparciliadade e a sua capacidade criativa, é que de fato vai tornar uma notícia mais interessanate ou não.
Então, entendemos que o jornalista precisa estar em constante aprimoramento, sempre repensando a sua atuação no meio em que vive, pois o papel dele vai além de narrar fato ou contar histórias. Ele também é um indivíduo que deve ter a capacidade de gerar e modificar contextos, além de poder contribuir para transformar a sociedade para melhor, por meio de um jornalismo sério e de credibilidade.Resumindo, ao longo do tempo, o papel do jornalista não se modificou. Apenas acredito que, neste mundo globalizado e digital, ele deve estar em constante atualização e aperfeiçoamento, conhecendo as áreas específicas em que está atuando, para poder trabalhar com ética, com plenas condições de continuar informando e obtendo sucesso na sua nobre profissão.