Por Tiarajú Goldschmidt
Faz anos que o processo de produção de informações foi democratizado. Quer dizer, não é apenas o seleto grupo de pessoas denominado “jornalistas” que faz notícias. Os professores, estudantes, profissionais liberais, enfim, quem dispõe de um computador com acesso à internet e possui uma câmera digital hoje pode criar reportagens completas e publicá-las para o mundo inteiro ler. E sem custo nenhum.
O que motiva as pessoas a fazerem isso? O fato é que há “leitores-repórteres” espalhados pelo mundo todo. E, com toda essa colaboração disponível, com matérias borbulhando de vontade de serem publicadas em meios oficiais, resta alguém que as filtre ou simplesmente as veja como sugestões. Aí que entra uma das funções do jornalista.
Garimpar o que é de interesse de todos e o que pode contribuir de alguma forma para o bem geral da sociedade. Ainda é essa a forma de exercer com dignidade a profissão de jornalista, em meio a tantos órgãos de imprensa tendenciosos e com finalidade muitas vezes apenas voltada à ideologia política.
A informação está aí, não mais tão bruta como antigamente e nem tão difícil de ser conseguida. Os leitores têm necessidade de colocar assuntos cotidianos de sua vida na boca da mídia. Com a dita globalização, não há mais “furos” de reportagem e dificilmente algum conteúdo que passe despercebido.
Passou o tempo de o leitor esperar que os jornalistas ditem o que é o assunto do momento.
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