Por Cândida de Oliveira
No mundo globalizado, não há como escapar da enxurrada de informações, sem precedentes, que invade todos os lares e lugares, por mais inóspitos que possam parecer. Das atividades e ações cotidianas mais simples às mais complexas: fazer compras, movimentar a conta financeira, viajar, obter conhecimentos, fazer uma intervenção cirúrgica, falar com pessoas conhecidas que estão longe, enfim... tudo é mediado pela linguagem, seja escrita ou falada, verbal, gestual ou imagética, que chega por meio de mídias tradicionais – como a TV, o rádio e o jornal impresso –, mídias alternativas e pela internet – que oferece o mais vasto volume de informações que se pode imaginar num único meio. As relações humanas no mundo contemporâneo se configuram absorvendo, interpretando e ao mesmo tempo produzindo informações e alimentando a mídia.
Nesse contexto, o jornalismo torna-se exercício de extrema relevância, uma vez que se constitui como atividade voltada à democratização e difusão da informação, representando, na maioria das vezes e para a maioria da população, principal fonte de informações acerca da realidade social. Cabe salientar, que o jornalismo segue procedimentos técnicos que regulamentam a prática, mas, sobretudo, fundamenta-se em princípios éticos que orientam a conduta do profissional em jornalismo. Trata-se, pois, de uma atividade que vai além de técnica: é arte e ciência utilizada a fim de apurar, reunir, relacionar e divulgar notícias, idéias, conhecimento e informações que são importantes e de interesse coletivo, com veracidade, exatidão, clareza e rapidez, para que as pessoas possam participar, coletivamente, dos acontecimentos. Assim o jornalismo permite que os cidadãos construam uma opinião crítica sobre os acontecimentos e se tornem agentes capazes de enfrentar os problemas e demandas sociais, transformando a realidade em que vivem.
O jornalista, profissional formado e habilitado para “o fazer” jornalístico é peça essencial para que o jornalismo possa ser executado com precisão e garantia de uma comunicação verdadeira, democrática, interativa, dinâmica e atual. O jornalista sabe que sua função perante a sociedade é prover informações pertinentes aos cidadãos para que eles possam tomar as melhores decisões sobre assuntos importantes, de interesse coletivo. Nesta tarefa de comunicar/informar a sociedade sobre os acontecimentos, o jornalista é o mediador da realidade social, é quem garante o acesso à informação de interesse coletivo, pois está a serviço do público, da sociedade.
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