quinta-feira, 7 de maio de 2009

Informar e fazer pensar, aí está o desafio!

Greici de Mattos




A maneira de conceber a função do jornalista sofreu algumas mutações ao longo tempo, isso porque ocorreram também mudanças nas esferas que envolvem o processo jornalístico, principalmente tecnológicas e filosóficas. O jornalista sempre foi e ainda é um reprodutor de informações, contudo, seu papel vai muito além disso.
Nos acontecimentos políticos que permearam a consolidação da democracia no Brasil, por exemplo, os meios de comunicação e seus profissionais foram personagens decisivos nesses episódios. Tanto na divulgação dos fatos, quanto na emissão de sua opinião sobre os mesmos. Este último, porém, sendo o mais relevante para o contexto da época, e que hoje aparece como sombra nos veículos de comunicação.
Ao nos transportar para a realidade atual, considerando o facílimo acesso à informação, somado ao fato de que os cidadãos comuns também emitem sua visão sobre os assuntos e interagem com os meios cada vez mais - facilidade possibilitada pelo advento da internet - esse perfil do profissional do jornalismo não permite que o reduzamos ao mero papel de informante. Uma mostra disso é a tamanha credibilidade que adquiriram os jornalistas especializados em alguma área, ou colunistas que há anos escrevem para jornais, falam para rádios e televisões com argumentos incisivos e respaldados pelo respeito que construíram ao longo de seu trabalho. Por isso, é preciso ir além e retomar o caráter do profissional que trabalha com interesse do público.
Por outro lado, para quem está ainda construindo um caminho na estrada do jornalismo, é necessário ter um diferencial. Para o professor de Comunicação Social Jacir Alfonso Zanatta, “o jornalista tem a função básica de educar a sociedade”, para que nela consiga ser um agente transformador. Nesse aspecto, ele deve analisar os fatos, ter uma visão crítica, transmiti-la para a sociedade, e com isso instrumentalizar o cidadão, fornecendo ferramentas para criar soluções para os problemas aí expostos. Todavia, dificilmente este profissional vai conseguir se interar de tudo ao mesmo tempo e estar preparado para avaliar diferentes situações na economia, política, educação ou esporte. Por isso, os jornalistas especializados em determinados temas terão mais condições de emitir opiniões aprofundadas e estarão aptos para discutir com graduados em outras áreas com tanto conhecimento quanto ele.
Este, portanto, será um notável diferencial do jornalista num universo onde todos se informam e todos publicam sua opinião como bem entendem. Só assim o jornalista continuará sendo um ponto referencial, contribuindo para a sociedade, não apenas informando com qualidade, como também colaborando para a construção de um pensamento crítico.


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