quinta-feira, 7 de maio de 2009

Jornalista, pra que te quero?

Por Deise Froelich
Blogs, fotologs, podcasts, sites de relacionamento… Na sociedade digital, a informação não depende mais do jornalista para circular. Qualquer cidadão pode ter um podcast (rádio digital) ou ainda, participar de blogs colaborativos onde quem quiser pode acrescentar uma informação. Ora, então por que o jornalista ainda é necessário?
É preciso esclarecer que para além do caráter técnico, o jornalista atende a uma necessidade social e cumpre funções políticas, econômicas e culturais. A informação por ele produzida é capaz de estabelecer convenções de comportamento e de pensamento social. Daí a responsabilidade de quem faz a informação circular. Ela deve ser interpretada, esclarecida e explicada. Funções estas, que cabem ao jornalista. Não, ele não é o “dono da verdade”. Mas é ele quem irá buscar a informação que tenha a verdade como atributo essencial. É a boa informação que irá responder ao direito de conhecer certos fatos e formar opiniões (em nosso regime democrático). Por meio dela, é criado um consenso ético, em uma sociedade desprovida de tal. Assim, a informação jornalística chega às pessoas e permite que elas se posicionem eticamente e deleguem o poder a governantes comprometidos e éticos.
O jornalista controla a informação, é quem seleciona o que é importante e o que é desprezível para chegar ao conhecimento público. Uma opinião pública bem informada, capaz de tomar melhores decisões para o seu futuro, depende justamente deste fator. É o jornalista quem disponibilizará informações desfragmentadas e relevantes para construção de um futuro que atenda às expectativas da população. Afinal, a fragmentação da informação gera mentalidades fragmentadas e é a boa informação jornalística que poderá preencher esta lacuna. Compreende-se então, a necessidade do jornalista manter o direito à informação independente, plural e ética.

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